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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Feriado de São Sebastião

Coisa boa, feriadinho, mas é feriadinho com muito trabalho!
A casa está virada e tem coisa à beça para arrumar e aproveitando que hoje é dia de faxineira, vamos ajudar!
Aplicando o FlyLady e me livrando de coisas...super difícil, viu! Mas vamos lá um passo de cada vez...

Amanhã tem trabalho e terapia e meu foco é no domingo, com festinha aqui em casa para minhas amigas!

E para começar bem o feriado, acordei junto com o marido e fui para academia, 45 minutinhos na esteira. Voltei para casa e comecei na arrumação, mas eu não sou boa nisso não... porque eu olho em volta e ainda tem tanta coisa....afff

Saldo até o momento, 2 máquinas de roupa lavadas, uma com as mochilas do marido.

Eu sei que arrumar a minha casa é parte da minha cura, cura da ansiedade, da depressão e da obesidade.

Jornal Alimentar

7h Café:
-1 1/2 bisnaguinha em forma de torrada
- manteiga
- 1/2 copo de suco de pêssego light

9:30h Colação:
1 xícara de café com leite desnatado

12:40h Almoço:
1 folha de alface
3 rodelas de tomate
Azeite
1 colher de sopa de Peito de frango desfiado refogadinho com cebola e vinho branco
1 colher de sopa de arroz branco
1 colher de sopa de feijão

Agora, vou voltar para a arumação!

16:00h Lanche da tarde



domingo, 5 de junho de 2011

Formada!!!!

Meninas,

a novidade é que me formei!!! Sexta-feira passada, depois de 2 cursos e 11 anos de faculdadeS, colei grau e sou uma Administradora!

Admito que a ficha ainda não caiu, mas foi tudo tão importante, minha mãe com toda a dificuldade indo...meu namorado, meus primos que foram imprescindíveis nessa caminhada...ver minha avó e minhas tias...enfim...só o fato de ir a Floripa, sabendo que eu estava fechando um ciclo...me causou um sentimento estranho, um dejavu, um vazio e uma felicidade...ainda estou anestesiada...

Eu via as ruas pelas quais passei, me lembrei da primeira vez que fui a Floripa, perdida, sem saber nada, sem conhecer as ruas e os ônibus...e eu venci essa etapa. Eu venci! Foi muito difícil e muitas vezes parecia um sonho impossível e uma energia gasta a toa.

Com isso uma das minhas desculpas para estar estacionada na dieta acabou...e veio junto a necessidade de buscar um grande objetivo na vida, já que ainda não posso entrar em uma pós por falta de grana.

Ver minha mãe, obesa e com tanta dificuldade de andar e estar lá também me marcou muito...me magoou, me senti impotente e ao mesmo tempo me fez lembrar que esse peso que eu perdi foi impulsionado pela vontade de ser exemplo para ela e de não querer ficar como ela. Acho que hoje esse é meu maior medo.

Estou tentando aprender a me respeitar mais e me redescobrindo...acho que preciso disso inclusive para seguir com a dieta...estou num patamar mais psicológico que físico.

Tenho além das dietas, outros objetivos de curto prazo...vencer a preguiça e arrumar minhas coisas...videm posts anteriores...

Ontem separei todas as minhas apostilas da faculdade para minha cunhada e percebi o quanto sou agarrada a essas coisas materiais...triste! E quando saiu tudo que eu havia separado para ela, vi que ainda há tanto do que me desapegar, tanto para jogar fora...deixar minha casa respirar...abrir espaço para a vida...

A alimentação está um bocadinho melhor...mas ainda tenho tido escorregadas espetaculares...

Depois volto com mais...bjs

terça-feira, 19 de abril de 2011

Terapia

Cheguei a conclusão que agora preciso focar minha terapia no fato de ter parado de emagrecer.

Em estar me defendendo de alguma coisa com a gordura. Eu me lembro que meu grande motivador foi ver minha mãe sofrendo por causa das doenças causadas pelo peso. Mas agora eu não sei, não consigo seguir em frente. Questionei a minha terapeuta como funciona a terapia para pacientes que tem interesse em fazer ou já são gastroplastizados, e ela me disse que é uma reconstrução, um reencontro com o meu eu e com os medos.

Daí eis que chego em casa e agora temos vários desses programas de colecionadores compulsivos, e de repente, vc percebe que se não tratar, não enfrentar de frente esses problemas, a sua desorganização temporária pode virar um escudo para seus medos e angústias.

Me lembro que quando estava na crise da depressão meu tio um dia olhou para minha mesa de trabalho, onde havia uma pilha de papel maior que o monitor e disse: "Aqui está a sua doença e posso ver que ela é enorme!" E hoje vejo a pura verdade disso.

Claro que não sou um caso desesperado como os das séries, mas eu guardo coisas demais, esqueço de grande parte das coisas que tenho, acho que tudo, um dia, pode ter utilidade e cada vez que enfrento essa papelada tenho vontade de me esconder embaixo do edredon.


Querem um  exemplo bobo? Eu tinha um saco de Bobs, bobs de cabelo, daqueles antigos grandões, que minha mãe usava e eu NUNCA me dei ao trabalho de usar, justamente por achar um trabalho louco....E esse saco de bobs estavam ocupando um precioso espaço do meu armário. Há tempos que olhava para essa sacola e dizia: "Vou dar fim a você!" Mas jogar no lixo algo que alguém pode usar me parte o coração e é minha maior desculpa.

Daí, eu já tinha oferecido os bobs para uma moça de um salão aqui perto de casa e hoje ía fazer uma coisa nada a ver na rua, mas quando já estava na rua, eu voltei em casa, peguei o saco e levei para ela. Gente fiquei tão feliz e isso representou tanto que eu merecia um prêmio.

Isso se aplica a outras coisas também. Minha terapeuta quase teve um filho pela boca quando descobriu que ainda não me desfiz das minhas roupas de gorda. Não, eu não pretendo engordar, mas fico achando que de uma forma ou de outra vou precisar delas em algum momento.

Quando minha avó morreu, demos o conteúdo de DOIS armários de 8 portas e ainda tem coisas que eram delas no meu armário, que é um dos armários dela. Mas eu não consigo ocupar só um armário, ocupo um armário e meio e mais uma cômoda...preciso, preciso, preciso reduzir não só minha gordura, mas essa quantidade de coisas.

Hoje, numa separação rápida tirei 3 sacolas de lixo da sala, papéis sem utilidade que eu jurava que consultaria, mas que faziam pelo menos 10 anos que não precisava deles.

Gente...isso é bem mais difícil do que parece...eu fico desnorteada e esgotada depois de uma arrumação dessas. E por isso queria escrever para vocês isso, para admitir, por escrito que tenho um problema em me desfazer de coisas.

Uma alternativa que encontrei foi presentear várias pessoas com objetos que não tenho coragem de me desfazer. Uma pulseira, um cordão, uma estola....etc...etc...

Para que vocês tenham uma idéia, só essa semana:
- 1 creme de cabelo para fisioterapeuta;
- 2 agendas para meu sobrinho
- 1 bola de beach soccer para meu cunhado
- etc...etc..
para o centro espiritualista que vou, a três semanas que cada vez que vou levo 4 sacolas enormes.

Ai ai ai

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E por falar nisso quero ajuda de vocês pois preciso me desfazer de livros e de uma coleção de selos...Alguém sabe quem compra? No Rio de Janeiro ou em Niterói?

E adoraria dizer para vocês que arrumei a sala e meu guarda roupa amanhã...afinal é fim de férias...

bjks

Colecionismo, por Karina Campos. (copiado na íntegra)

O Colecionismo


Karina Araújo Campos.

            Para compreendermos um dos Transtornos mais comuns (mais que possamos imaginar), que é o T.O.C. por Colecionismo, traçaremos o conceito de TOC e abordaremos o assunto por abordagem cognitivo-comportamental do indivíduo que apresenta esse transtorno.

Estudos atuais apontam que o TOC é um dos distúrbios psiquiátricos mais freqüentes sendo que eles se caracterizam como idéias obsessivas e rituais compulsivos reconhecidos pelos pacientes como excessivos ou irracionais. As categorias de compulsão são as seguintes: compulsões de limpeza, de verificação, as obsessões puras, lentidão obsessiva e o colecionismo que vem sendo estudado atualmente.


O colecionismo é definido pelo DSM-IV como um critério diagnóstico para o transtorno de personalidade obsessivo-compulsivo, caracterizado pela incapacidade de desfazer-se de objetos usados ou inúteis, mesmo quando não tem valor sentimental.


Pesquisas realizadas indicaram que o os colecionadores casam-se menos, são mais perfeccionistas, apresentam maiores índices de psicopatologia e que a idéia de colecionar está ligada a quantidade. O colecionismo tem início na infância, ocorre em famílias e compõem um quadro mais grave e de difícil tratamento. Estudos feitos com pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo colecionadores e não-colecionadores mostraram que pacientes colecionadores são mais deprimidos, ansiosos e com mais problemas relacionados a família, além de apresentarem dificuldades em habilidades sociais.


Frost e Harti (1996), definem o colecionismo como:
1-                            aquisição de um grande número de objetos considerados inúteis e de pouco valor, combinado a uma extrema dificuldade em desfazer-se desses objetos;
2-                            a ocupação de espaços pelos objetos colecionados de forma desorganizada, dificultando ou impedindo o uso adequado desses espaços;
3-                            o comportamento de colecionar causa um prejuízo significativo na vida do indivíduo.


O colecionismo é influenciado por déficits no processamento cognitivo: como forma de deficiência na tomada de decisões, deficiência na categorização e organização, além de dificuldades no funcionamento da memória. A indecisão é uma característica marcante do TOC. A deficiência em tomar decisões se deve a uma dificuldade grande em decidir o que deve ser jogado fora.


Colecionistas têm também a deficiência em categorizar e organizar, pois os pacientes com TOC tendem a ter um pensamento mais complexo e detalhado.


Em relação à dificuldade de memória existem dois problemas: a falta de confiança na memória e a supervalorização de lembrar de algo, por isso, o colecionista vê a necessidade de guardar um objeto que esteja ligado a um fato, a algo.


Vários estudos também indicam o apego emocional excessivo: colecionadores consideram várias de suas possessões como extensão deles mesmos.


Temos também a evitação comportamental ligada ao perfeccionismo, indecisão e apego emocional. Por fim, o último fator desse modelo são as crenças que os colecionadores têm em relação às possessões.


As crenças mais comuns são: 1- sobre a necessidade de se manter o controle sobre as possessões; 2- sobre a responsabilidade em relação à possessão; 3- sobre o perfeccionismo.


Ou seja, o Colecionismo é um comportamento / o ato de colecionar objetos e coisas de todos os tipos onde o indivíduo não concebe a possibilidade de não ter seus objetos, e que os mesmos estejam permanentemente em seu ambiente. O indivíduo que apresenta o TOC por Colecionismo não consegue diferenciar um objeto que ele precise de outro que ele pode descartar de sua vida, ou seja, para ele tudo lhe será necessário, mesmo que seja daqui a vinte anos. Ele precisa mantê-lo por perto. Em termos de exemplificação, o indivíduo que apresenta este transtorno guarda no mesmo envelope o documento de compra e venda da casa, juntamente com rótulos de medicamentos, ou papel de bala, ou bula de remédio já fora de mercado, ou um papel de bombom ganho há vários anos. Tudo para ele tem o mesmo grau de importância, o que mantém plena desorganização congnitiva e comportamental.

Alguns programas da TV americana, como por exemplo o “Cada coisa em seu lugar” (nome em português), do Canal Home & Health, nos dão a possibilidade de conhecer casas, pessoas e situações que demonstram claramente o que é o T.O.C. por Colecionismo. A apresentadora do programa várias vezes questiona à pessoa que vai ter a casa arrumada e suas coisas “jogadas fora ou levadas para outro lugar” se após essa reforma ela fará terapia. Me pergunto: os que realmente apresentam o transtorno, em quanto tempo voltam a ter a casa desorganizada e invadida por objetos desnecessários para sua vida?

Nesse ínterim, introduzimos também o consumismo, que é uma das características comumente encontradas em pessoas com T.O.C. por Colecionismo. O comportamento de comprar compulsivamente objetos variados que o sujeito acredita serem necessários. Para completar, a indústria do neuromarketing excita ainda mais os consumidores nas compras. Será com a finalidade de completar-se, tentar identificar o que falta em sua vida que o sujeito compra compulsivamente? Será para preencher os espaços (poucos) vazios? Os espaços externos são preenchidos enquanto que o vazio interior é cada vez maior.

Neuromarketing é o termo utilizado à partir da década de 70 por Gerald Zaltman e Ale Smidts, em 2002, que estuda as variáveis capazes de influenciar as pessoas a comprarem determinado produto (mesmo sem dele precisarem).

Certamente, a psicologia traz tratamentos terapêuticos através de suas várias abordagens, mas uma das que surtem efeitos positivos e mais rápidos é a Terapia Cognitivo-Comportamental, através da Análise Funcional.

 “As variáveis das quais o comportamento é função dão margem ao que pode ser chamado de análise causal ou funcional. Onde tenta-se prever e controlar o comportamento de um organismo individual. Esta é nossa “variável dependente”- o efeito para o qual procuramos a causa. Nossas ´”variáveis independentes”-as causas do comportamento- são as condições externas das quais o comportamento é função. Relações entre as duas –relações de “causa e efeito” no comportamento- são as leis de uma ciência.” CCH,1953.

Gonçalves (1993, p. 30), nos traz uma processo de tratamento realizado pela Macroanálise, no que diz:
“Muito raramente a problemática do cliente nos aparece circuncrita a um sintoma específico. Pelo contrário, na maior parte dos casos, assiste-se a uma coerência histórica e funcional na organização do repertório comportamental e cognitivo do cliente. O objetivo da macroanálise é o de proceder a um levantamento geral dos vários problemas e da história das aprendizagens do cliente, de modo a possibilitar o esclarecimento da relação funcional entre as várias áreas de seu funcionamento.”

Portanto, algumas dificuldades são encontradas ao se realizar o processo da Análise Funcional, como:

·        Na identificação de eventos antecedentes e de eventos conseqüentes, semelhantes às dificuldades encontradas na definição da classe de respostas.
·        Identificação de conseqüências múltiplas seguindo um comportamento.
·        História de vida
·        Variáveis fisiológicas e genéticas
·        Variáveis culturais
·        Operações estabelecedoras
·        Estímulos condicionais

A Análise Funcional na clínica é, em sua maioria, modelada por contingências, classes de respostas do comportamento, no caso  do T.O.C. do paciente. As dificuldades encontradas referem-se à organização da multiplicidade dos dados e não das dificuldades teóricas.

Quando se fala em comportamento, os seguintes aspectos devem ser destacados:
a. o objeto de estudo da análise do comportamento - o comportamento - é sempre uma relação ou interação entre eventos ambientais (estímulos) e atividades de um organismo (respostas);
b. nenhum dos dois termos da relação (ou seja, estímulo e resposta) pode sofrer qualquer tipo de restrição metodológica.
c. A relação organismo-ambiente pode envolver uma situação aparentemente simples (por exemplo, lacrimejar ao descascar cebolas, abrir uma porta ao ouvir uma campainha) ou obviamente complexa (por exemplo, solucionar um problema, abstrair, conhecer a si mesmo).
d. para descrever e explicar qualquer comportamento devemos então descrever as interações que o constituem e a história que produziu estas interações.

Concluindo, os resultados de estudos dizem que o TOC Colecionismo pode ser tratado com eficácia através da terapia cognitivo-comportamental, considerando-se o tempo do processo terapêutico de cada indivíduo. O paciente, que geralmente sabe e sofre com o TOC por Colecionismo vai gradativamente “eliminando” objetos que passam a ser vistos e considerados “sem valor”, garantindo-lhe melhorias cognitivas na tomada de decisões, de segurança em si mesmo, melhorias nas habilidades sociais e autonomia.

Obs.: Para saber mais seguem links de vídeo do You Tube:

Referências Bibliográficas:

Transtorno Obsessivo-Compulsivo: tratamento cognitivo-comportamental de um caso de colecionismo. Autores: Maria Amélia Penido, Bernard Pimentel Rangé e Leonardo F. Fontenelle.

Campos, Karina Araújo. Belo Horizonte, maio de 2010
fonte: http://psicologiaexisthumana.blogspot.com/2010/06/toc-transtorno-obsessivo-compulsivo-por.html, consultado em 19/04/2011.